Hoje, três poemas temporais, um que finda, um que estatiza e outro que traz esperança
Poque a vida é assim, cheia de "hiatos" e na verdade... nada é definido, nós que insistimos em definir algo. Mais a História e maior que nós mesmo, e muitas vezes ela vai se escrevendo sozinha e nos leva juntos. Ai cabe um pouco de Alquimia para não se tornar insano, e tão pouco santo.
Fim
Eu sei...
Tudo tem fim
Não me tragas
Seu sorriso tão duro e frio como marfim
Não quero que tenhas pena de mim
Nem que rias ou encarnices enfim
Quero que sejas como sempre foi... Assim
Você tão doce e serena como jasmim
Se afastando pouco a pouco de mim
E meu coração rasgado e sangrando em tom carmesim
Aproximação
Você estava ali tão perto...
E eu com mil palavras pra ti...
Não disse nenhuma!
Fiquei somente ali ao seu lado
Respirando seu doce aroma...
O seu mais inebriante perfume!
Esperança
Eu busquei a eternidade
Para justificar algo imenso e incomensurável
O meu amor por ti!
Impossível esquecer meus amores
Um caminho de espinho, não de flores!
Como atravessar um incêndio, ardores!
Um vale de gemidos, clamores!
De ecos, de ais esquecidos
Daquele semblante, sorrisos, retorcidos!
Na ânsia de saudades, vãos, gemidos!
Da imagem e companhia da musa, perdidos...
E dentro desta infinidade
A esperança...
Que te traz, perseverança!
Do retorno à intimidade!
Foto de Lina Trochez na Unsplash
Foto de Kelly Sikkema na Unsplash