Quando dentro do seu corpo, Bate forte um coração! O amor não tem razão! Quando se assimila Forte e rente Todo o tipo de emoção O amor pode ser fagulha, Que latente e quente Queima intensamente Dentro da gente Transformando uma mínima fração Em uma intensa e grande explosão!
Ela entrou na minha vida em questão de segundos Atravessou o limiar da porta do metrô Invadiu meus sonhos, com seus olhos pequenos e lábios carnudos, os cabelos cumpridos e negros Tentei puxar conversar, mas no momento de arfar o ar me engasguei com minhas palavras precocemente concebidas em meu cérebro Desisti... Endeusei... Admirei!!! O coletivo parou, Ela saltou, Eu fiquei, Errei? Continuei... Patético e ético
Eu não vou mais te acordar! Numa manhã de inverno Quando você tenta dormir mais cinco minutos Numa manhã de verão Quando você se virou na cama o tempo todo E só conseguiu dormir lá pelas altas madrugadas No meio da noite Você toda preocupada com a rotina do dia a dia Conseguiu desligar a mente e repousar Eu vou esperar seu desabrochar... Feito flor Que naturalmente abre suas pétalas Exala seu perfume inebriante, Doce, incessante Eu não vou acordar! Vou esperar…
Ao vento Contando história ao relento E o compasso lento... Adentro... Seus olhos, a tudo atentos! Eu com esforço Tento persuadi-los Seu sorriso lúgubre no lume Ilumina-me a tez, escurecida Pelas paredes do quarto. Ouço o arfar dos seus pulmões E sinto o perfume de seu doce hálito Inebriam os espaços e adormeço No enlaço dos seus braços...
Estou com o coração em fragmentos diversos, dispersos pelo espaço infinito... Infundadamente sonho acordado!!! Aguardo o regresso de quem se foi... Espero explicação tardia, sempre na esperança vã. da visão dos olhos cheios de luz, da boca com o sorriso sincero. Mas como a última coisa que morre é a esperança! Que morra eu então e fique a esperança como procuradora dos meus mais sinceros sentimentos, para lhe contar o quanto te amei...